quinta-feira, setembro 29, 2005


A PIZZA ESTÁ PRONTA, SÓ FALTA SERVI-LA:




Operação "renúncia, já" para acabar com a crise


Com a eleição de Aldo Rebelo (PC do B-SP) para presidente da Câmara dos Deputados, o governo perseguirá um objetivo prioritário, e não haverá segundo nem terceiro: liquidar com a crise política que ameaçou liquidá-lo.



Está em curso operação para convencer os deputados citados por quebra de decoro parlamentar a renunciarem aos mandatos o mais rápido possível. José Dirceu (PT-SP) não poderá fazê-lo porque responde a processo no Conselho de Ética da Câmara.



Mesmo se pudesse não o faria. Lula fez tudo para que ele renunciasse antes. Despachou ao encontro dele o ministro Márcio Thomas Bastos, da Justiça, o senador José Sarney (PMDB-AP) e quem mais conseguiu mobilizar. Em vão.



Dirceu considera-se cada vez mais inocente, como disse esta semana ao depor no Conselho de Ética. O ex-presidente da Câmara, João Paulo Cunha (PT-SP) imagina que poderá escapar da cassação. Por isso conta votos e hesita em renunciar.



Os deputados Paulo Rocha (PT-PA), Josias Gomes (PT-BA), Professor Luizinho (PT-SP) e José Mentor (PT-SP) topam renunciar. O deputado João Magno (PT-MG) hesita.



Eles foram avisados de que o PT recuará da decisão de negar-lhes legenda caso renunciem e queiram concorrer às eleições do próximo ano. Foi o atual presidente do partido, Tarso Genro, que inventou essa história de negar legenda a quem renunciasse.



O PT que saiu das eleições internas realizadas há pouco dispensa frescuras. Nada tem a ver com a conversa de Tarso de que precisa ser refundado. Se os companheiros juram inocência, são inocentes - por que duvidar deles?



Sandro Mabel (GO), líder do PL, não renunciaria. Está tudo quase certo para que ele acabe absolvido pelo Conselho de Ética. O pastor Vanderval Santos (PL-SP), também. Sim, tem o problema do deputado Roberto Brandt (PFL-MG).



Brandt recebeu dinheiro para sua campanha via contas de Marcos Valério. Não foi dinheiro de Valério. Esqueceu de declarar a doação à Justiça Eleitoral - o que configura crime. Mas - ora, diabos! - quem tem boa memória o tempo todo?



Brandt deveria ser poupado, concordam deputados de vários partidos. Mas ele é do PFL, gente! Do PFL! E se a lama do mensalão e do caixa 2 sujou tantos partidose como o PFL - logo o PFL - permanecerá, digamos, imaculado?



Tem que cassar Brandt - é o que se ouve no Congresso. A não ser que ele renuncie... Mas ele teima em não renunciar.



Se a operação "renúncia, já" tiver êxito, o passo seguinte será apressar o fim das CPIs em curso - dos Correios, dos Bingos e do Mensalão. O senador Delcídio Amaral (PT-MS), presidente da CPI dos Correios, está falando em prorrogar o prazo de validade dela.



O prazo acaba em 15 de dezembro. Mas pode ser renovado por mais alguns meses. Acontece que para isso o presidente do Senado tem de concordar. E como a CPI é mista (senadores e deputados), o da Câmara também.



Vocês conseguem ver a dupla dinâmica Renan Calheiros-Aldo Rebelo assinando o ato que prorroga a existência da CPI dos Correios - ou de qualquer outra que aborreça o governo?


Enviada por: Ricardo Noblat




OPOSIÇÃO POUPA PALOCCI:


Do Informe JB, no Jornal do Brasil, hoje:



"A CPI dos Bingos adiou para a próxima semana a votação de requerimento destinado a convocar o ministro da Fazenda, Antonio Palocci. Apesar de dizer que tem os votos necessários para aprová-lo, a oposição já avisou os líderes da base aliada que ''preservará'' o chefe da equipe econômica do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.


A decisão tem no horizonte, entre outros, as eleições gerais de 2006. De acordo com o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM), os tucanos vencerão a próxima disputa presidencial. Na condição de futuros mandatários do país, não têm interesse em trazer para o centro da crise política o ministro da Fazenda. O plano é assumir o Palácio do Planalto em 2007 com a economia blindada."



Tremem de Medo de Aparecer o PT de Corpo Inteiro na Quebra dos Sigilos!

Reuters.


Integrantes da bancada do governo na CPI dos Correios impediram a votação da quebra de sigilo bancário de corretoras de valores investigadas pelos parlamentares, durante reunião administrativa realizada nesta quinta-feira. Comandados pela senadora Ideli Salvatti (PT-SC), deputados petistas se retiraram da audiência para evitar a apreciação dos requerimentos apresentados à comissão.

O presidente da CPI, senador Delcídio Amaral (PT-MS), reagiu contra a atitude dos colegas afirmando que isso só trará atrasos à investigação. "Não compactuo com esse tipo de manobra", protestou na reunião. As empresas investigadas são a Elite Corretora de Câmbio, Sociedade Corretora Paulista S/A (Socopa), Agenda Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários, Milleniun Corretora de Câmbio, Clictrade Corretora, Dillon S/A, Quantia Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e a Nominal Distribuidora de Títulos Mobiliários.